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Redes sociais são importantes ferramentas de vendas na Black Friday, se bem aproveitadas

Redes sociais são importantes ferramentas de vendas na Black Friday, se bem aproveitadas

Os varejistas que ainda estão pensando qual é a melhor estratégia para utilizar as redes sociais para potencializar as suas vendas na Black Friday precisam correr. Elas são, sem sombra de dúvida, meios importantes para isso. Mas, para que realmente façam a diferença, é necessário pensar na geração de conteúdos relevantes e começar logo. Não basta apenas investir em anúncios, links patrocinados e outras alternativas pagas, é preciso conquistar o consumidor com informações interessantes. É o que afirma Rafael Kiso, fundador e Chief Marketing Officer (CMO) da mLabs, plataforma líder de gestão de mídias sociais no Brasil, com mais de 150 mil marcas usuárias.

O executivo foi o entrevistado desta semana do PDV – Pod do Varejo, podcast produzido pela Linx, empresa do grupo StoneCo.  e especialista em tecnologia para o varejo. Para Kiso, navegar nesse universo requer entender o funcionamento de cada rede. Em primeiro lugar, ele defende que é importante diferenciar o que é rede social de mídia social. 

Rede social existe desde quando estamos ao redor de uma fogueira com pessoas com interesses em comum. Redes sociais digitais, como Facebook e LinkedIn, foram criadas sobre a “teoria dos grafos”, uma teoria matemática que reúne pessoas e as suas conexões para distribuir a informação. “Segundo a Global Web Index, as pessoas entram nas mídias sociais para se relacionar com outras pessoas, ou seja, você não entrou no Facebook por causa do conteúdo, você entrou por causa das pessoas. LinkedIn é a mesma coisa, você queria se conectar com um colega de trabalho, um parceiro, em tese, pouco importava o conteúdo deles”, explica.  

Fenômenos como TikTok, Youtube e Pinterest não são redes sociais, eles são plataformas de mídias sociais, afirma Kiso. “Porque a plataforma de mídia social é uma foto, é um vídeo, é uma mídia criada por uma pessoa dentro de um ambiente de rede. Essa distribuição tem um efeito de rede”, comenta. Já o TikTok não foi criado sob a teoria dos grafos. O que mais importa ali não são as suas conexões, mas o conteúdo. As pessoas seguem um criador pelo seu conteúdo e não pela pessoa em si. O algoritmo detecta o que cada usuário gostou e não gostou a partir do seu interesse nos conteúdos. “Se você gostou do que eu criei, você nem precisa me seguir. Os meus vídeos vão continuar aparecendo para você”, diz o CMO da mLabs. “Você tem zero seguidor e pode ter 1 milhão de visualizações no TikTok”, complementa. 

O conteúdo, portanto, é a chave para engajar a sua audiência. Mas o que é um conteúdo bom nesse contexto? Kiso aponta duas questões relevantes. A primeira é que ele seja pessoal, humanizado, que tenha alguém no vídeo trazendo as informações. “Você pode ir lá no Google e ver o que as pessoas já estão procurando. Crie conteúdo em cima daquilo”, sugere. “Se você vende alguma coisa, você é especialista naquele assunto. Então fale mais sobre aquilo que você sabe e menos sobre aquilo que você vende”, completa. Se a publicação tiver relevância, as pessoas vão querer compartilhar com seus contatos. Um segundo ponto é justamente a relevância: um conteúdo útil, que ajude a economizar tempo do usuário e, ainda, a economizar dinheiro é interessante. É o tipo de informação que os usuários irão compartilhar. 

Kiso diz ainda que conteúdo bom não é necessariamente esteticamente perfeito. “Qualidade hoje, nas mídias sociais, não significa conteúdo produzido em estúdio hollywoodiano. Pelo contrário. É aquele conteúdo mais autêntico, genuíno, porque parece que foi feito realmente pela pessoa que está ali”. O CMO da mLabs destaca ainda que ninguém entra nas mídias sociais para ver propaganda. Uma pesquisa da Global Web Index mostra que o que as pessoas fazem em primeira instância nas mídias sociais é conversar com outras pessoas. “Ou você entra numa conversa existente, ou você cria uma conversa, e conversa existente significa trends”.

Sobre Black Friday, Kiso reforça que é importante começar logo e trabalhar de forma escalonada. O ideal é uma campanha em três fases, sendo a primeira, “pré”, antes do dia 13 de novembro. Porque de 13 a 24 de novembro já estaremos na fase dois da Black Friday em si. Há, ainda, uma terceira fase, a “pós”, quando haverá a Cyber Monday e um rescaldo. “Na primeira fase é quando, de fato, você tem que trabalhar mais, porque, se for inteligente, consegue criar conteúdo mais útil. Nessa fase, você tem que gastar mais dinheiro, inclusive na mídia paga”, analisa. “Se você deixar para apostar todas suas fichas na fase dois, vai encontrar mais concorrência. Aí fica mais caro”, alerta.

Kiso encerra com três dicas: hoje, 80% das pessoas rejeitam o banco de imagens e 45% delas deixariam de seguir o seu negócio por excesso de autopromoção. Então, quando você mostra preocupação genuína com o que as pessoas já estão procurando em termos de dores, necessidades, dúvidas, vai se destacar. O segundo ponto é entender que o cliente é o maior influenciador da marca. Se ele tiver uma boa experiência, a chance de falar bem de você é alta. “E a dica principal em cima desse contexto é que o seu conteúdo faz parte da experiência. Ninguém pensa nisso. O seu conteúdo é o seu primeiro produto”, conclui.

Rafael Kiso tem mais de 23 anos de carreira no mercado digital. Foi responsável por soluções que potencializam negócios por meio do universo digital para médias e grandes empresas nacionais e internacionais líderes de mercado através da Focusnetworks. Ouça o episódio do Pod do Varejo no YouTube e no Spotify

Sobre a Linx

A Linx, empresa do grupo StoneCo, é líder e especialista em tecnologia para o varejo no mercado de software para gestão. Com ampla atuação em vários segmentos do varejo e um portfólio composto por mais de 180 soluções, a Linx ajuda desde pequenos empreendedores a grandes varejistas, oferecendo o maior ecossistema para o varejo da América Latina e emitindo mais de 2.7 bilhões de notas fiscais anualmente. Em 2023, foi reconhecida pelo Prêmio Valor Inovação Brasil como uma das cinco empresas mais inovadoras no setor de tecnologia da informação. Para saber mais, acesse: www.linx.com.br/imprensa

Informações à imprensa: linx@fsb.com.br

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