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NRF 2022: três conceitos que vão dominar o varejo

 Imprensa_NFR_Tendencias 2022

Diretor da Linx e curador do principal evento do varejo, Tiago Mello analisa temas de destaque na feira

Marcando o retorno presencial do maior evento de varejo do mundo, a 112ª edição do Retail’s Big Show, conhecido aqui no Brasil como NRF (National Retail Federation), trouxe grandes tendências e cases de sucesso do setor. O evento que aconteceu de 16 a 18 de janeiro, em Nova Iorque, contou com cerca de 750 expositores e mais de 500 palestras, e os executivos da Linx, empresa líder e especialista em tecnologias para o varejo, estiveram presentes acompanhando os três dias da feira.

Tiago Mello, Diretor de Produtos da Linx Digital e um dos curadores do evento, afirma que a discussão entre online e físico deixa de existir para dar lugar a harmonização entre estes mundos, ou seja, eles precisam conversar. “Kate Ancketill, CEO da consultoria inglesa GDR Creative Intelligence, foi precisa ao afirmar em sua palestra Retail Trends 2022, que o futuro do varejo não será somente on-line e que o físico terá função simbiótica. E ela não poderia estar mais correta, o conceito binário de varejo que conhecemos cada vez mais deixa de existir, para que o varejo digital passe a ser a essência do setor, independente de canal”, disse. O executivo também apontou três pontos importantes para os varejistas ficarem de olho.

1 – O tal do Metaverso

Ainda que cercado de muitas incógnitas, o tema permeou quase todas as discussões da NRF 2022 e, sem dúvidas, foi o principal assunto do ano, abordando o que está acontecendo, o que pode acontecer e, principalmente, como o varejo pode se transformar a partir deste conceito. “Como bem disse a palestrante Emma Chiu, líder da Wunderman Thompson, sabe-se tanto sobre o metaverso quanto sabíamos sobre a internet nos anos 90, no entanto, já existem marcas habitando este ambiente, como os cases apresentados da NikeLand e da Ralph Lauren, que já desenvolve roupas no metaverso para serem experimentadas virtualmente pelos clientes, antes de irem à loja, por exemplo”, relatou Mello. O diretor ainda afirmou que este novo mundo ainda “embrionário” já gera milhões e milhões de dólares e que, segundo estudo realizado pela Bloomberg Intelligence Unit., este mercado movimentará 800 bilhões de dólares até 2024.

2 – Combinação do ESG

As discussões de boas práticas ESG (sigla em inglês para práticas ambientais, sociais e de governança) vem ganhando cada vez mais força nos últimos anos e não foi diferente nesta NRF, que também apresentou exemplos claros de iniciativas que já vem sendo feitas. Mello afirma que as marcas precisam estar atentas a economia circular e dar muita importância à consciência sustentável dos consumidores. “O grande impulso nesta área vem da geração Z, mais sustentável e adepta ao consumo verde. Fechar os olhos para isso pode causar sérios problemas, uma vez que nos próximos 10 anos, a soma da geração Z com a geração Alpha, representará 50% dos consumidores ativos, segundo dados apresentados na NRF”, relatou.

3 – Mercados de bairro

Para finalizar, outro aspecto bastante falado foi a crescente entrada das grandes marcas nos mercados de bairro. A palestra de Lee Peterson, da WD Partners, trouxe o conceito da cidade de 15 minutos, cidade cuja função será trazer para perto do trabalhador, que passará mais tempo em casa em razão da nova configuração de trabalho, tudo o que ele precisa fazer em não mais que 15 minutos, o que inclui, obviamente, o comércio. “A partir da nova realidade de trabalho remoto, em que as pessoas passam muito mais tempo em casa, o varejo local irá criar laços mais fortes com estes consumidores. Na verdade, essa descentralização do varejo já é algo que vem acontecendo, sobretudo aqui no Brasil. É nítido o potencial que os mercados de bairro, ou como chamamos na Linx, mercados de proximidade, passaram a ter durante a pandemia. E continuarão tendo, porque são oportunidades para marcas que não são locais se tornarem  locais”, finalizou o executivo.

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