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Pick up points, a evolução omnichannel dos marketplaces

Pick up points, a evolução omnichannel dos marketplaces

Com modelos de entrega cada vez mais flexíveis, plataformas de e-commerce podem alcançar mais clientes com agilidade e preços competitivos. Saiba mais!

 

O varejo brasileiro vem passando por uma intensa transformação. A alta de 41% nas vendas online em 2020 cria uma tensão extra nas estruturas de fulfillment, tecnologia, pagamentos e pessoas. Ao longo de todo o ano passado, os executivos precisaram dar muita atenção ao aumento da velocidade de entrega, à ampliação da flexibilidade das operações e à redução dos custos. Um equilíbrio muito delicado.

Para a consultoria Bain Company, as empresas que têm obtido mais sucesso no mundo em alcançar esse equilíbrio são aquelas que conseguiram otimizar a eficiência, a velocidade e a flexibilidade das suas operações, tanto internamente quanto ao longo de toda a cadeia de distribuição. Hoje em dia, não adianta pensar somente internamente: a conexão com distribuidores, fabricantes, transportadoras e sellers exige uma visão de todo o ecossistema de negócios.

Os custos envolvidos na distribuição de produtos têm um papel essencial na viabilidade dos marketplaces. Para lidar com isso, as plataformas têm saído do modelo tradicional de distribuição a partir de um CD distante do consumidor, já que esse sistema tem custos elevados e tempo de entrega alto. Dessa forma, as empresas têm utilizado dois modelos principais:

1) Mini Centros de Distribuição

O objetivo é ter CDs de pequeno porte dentro das cidades para reduzir o custo de separação e carga dos veículos de entrega. Com esse modelo, porém, o custo da última milha continua elevado, já que o delivery não ocorre a partir das lojas físicas.

2) Ship from store

É o modelo de entrega de produtos a partir do estoque das lojas físicas. A grande vantagem é uma redução importante no custo de entrega de última milha. Esse modelo, por outro lado, aumenta o custo de separação dos produtos, já que é preciso fazer um picking inicial no CD para levar parte do estoque para as lojas, e completar o processo no PDV.

Para que se tenha ideia do impacto financeiro que a escolha de um modelo logístico acarreta, nos Estados Unidos os supermercados obtêm uma margem líquida entre 2% e 4% (semelhante à dos supermercados brasileiros) ao fazer uma venda 100% física. Quando a venda é feita online, com retirada na loja, o custo de fazer o picking no PDV faz com que essa venda deixe uma margem negativa de 5%. Já no caso do ship from store, o resultado é negativo em 15%.

Isso significa que, para uma grande parte dos varejistas online, a logística de distribuição coloca a operação no vermelho. É preciso encontrar uma alternativa.

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Uma nova opção omnichannel para o marketplace

Para os marketplaces, modelos de entrega para o cliente não são as únicas alternativas. Com o crescimento de marketplaces de varejistas físicos, os pontos de venda começam a ser viáveis como pontos de retirada ou de envio de mercadorias. Mas, como vimos no caso dos supermercados, nem sempre esse modelo é viável financeiramente para o seller e para o marketplace.

O uso de pontos de entrega e retirada (pick up / drop off) é uma opção que pode ser viável em diversas situações. Seu conceito é simples: em vez de realizar a entrega de última milha ponto a ponto, entregando cada pedido individualmente, um lote de produtos é colocado em uma mesma localidade próxima dos clientes. O consumidor, então, se dirige até lá para retirar o produto.

Esse modelo apresenta algumas vantagens em relação à entrega direta:

1) Redução de custos

Mais de 10% dos pedidos online não conseguem ser entregues na primeira tentativa, seja porque o endereço não foi encontrado ou porque o cliente não estava no local. Isso significa 50 milhões de entregas desperdiçadas por ano e mais de 80 milhões de km rodados em pedidos não entregues. Com o uso de pontos de entrega e retirada, esse problema é reduzido, já que o entregador simplesmente deixa vários pedidos em um único local.

2) Conveniência

O uso de pontos de entrega e retirada oferece conveniência para clientes que não estão em casa o tempo todo ou que moram em locais de difícil acesso. O pedido chega ao local e fica disponível para o cliente retirar, normalmente em um horário estendido. Em um dia a dia não-pandêmico, também faz muito sentido retirar um pedido perto de casa no fim do expediente, em vez de enfrentar o transporte público carregando a encomenda deixada no escritório.

3) Facilidade de transporte

Como as transportadoras chegam hoje a cerca de 3.500 cidades brasileiras com preços e prazos razoáveis, cerca de 2.000 cidades não têm acesso ao e-commerce por uma questão logística. O uso do sistema de pick up / drop off consolida cargas e viabiliza o acesso a mais municípios.

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4) Logística reversa

A logística reversa é um imenso problema para os marketplaces e seus sellers. É um fator importante na experiência da compra e, frequentemente, é um momento inconveniente e frustrante. O uso do pick up / drop off reduz os custos e a dificuldade do processo, uma vez que é preciso somente devolver o produto no ponto de retirada. O mesmo veículo que levar os próximos pedidos devolverá a encomenda do cliente.

5) Ganho de escala

A possibilidade de consolidar cargas para entrega em um único local (que pode ser um locker, um lojista parceiro ou uma central de entregas) aumenta a escala da operação online, diminuindo as tabelas de frete e reduzindo os custos de coleta e entrega. Para que se tenha uma ideia do que isso significa, na França (o mercado em que esse conceito está mais avançado), o custo de entrega em locais de pick up / drop off é 25% inferior ao das entregas residenciais. Isso também resulta em mais produtividade para os processos logísticos.

De acordo com números da Total Express, esse modelo de delivery representa 70% das entregas no varejo europeu, mas menos de 5% do mercado brasileiro. Com a aceleração do desenvolvimento dos marketplaces no País, esse é um formato logístico que passará a fazer cada vez mais sentido, contribuindo para um varejo online mais saudável e lucrativo.

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