O que a “cidade de 15 minutos” tem a ver com o varejo de vizinhança?
Mercado de proximidade

O que a “cidade de 15 minutos” tem a ver com o varejo de vizinhança?

Para aproveitar a tendência de “tudo perto de casa”, o varejo de vizinhança precisa estar preparado. Saiba quais são os pontos de atenção e impulsione suas vendas

Em todo o mundo, várias cidades estão experimentando um conceito de vida que é uma espécie de volta ao passado. Em lugares como Paris, Milão, Estocolmo, Vancouver, Melbourne e Seattle, o desenvolvimento de “cidades de 15 minutos” vem criando ecossistemas nos quais todas as necessidades cotidianas (alimentação, compras, educação, trabalho etc) estão a menos de 15 minutos de distância a pé ou de bicicleta, certamente uma grande oportunidade para o varejo de vizinhança (ou de proximidade).

varejo de vizinhança

O conceito de “cidade de 15 minutos” foi criado em 2016 pelo professor Carlos Moreno, da Universidade de Sorbonne, em Paris, e procura voltar à organização das cidades nos tempos pré-automóveis. Se hoje é comum vermos áreas comerciais separadas de escritórios, por sua vez distantes das residências, em uma “cidade de 15 minutos” tudo acontece em um mesmo espaço.

E essa ideia é um grande incentivo ao varejo de proximidade. Além de ser um dos segmentos de varejo que mais crescem no Brasil nos últimos anos, as lojas de vizinhança trazem uma série de benefícios para as regiões onde estão instaladas:

  • Oferecem aos clientes uma opção prática de compras, próxima de casa;
  • Cria um senso de comunidade, uma vez que é mais fácil encontrar um conhecido ou vizinho que também compra naquela loja;
  • Melhora a qualidade do atendimento ao cliente, pois, como a recorrência de compras é maior, é possível conhecer em detalhes o comportamento do consumidor;
  • Aumenta a segurança na vizinhança, uma vez que as ruas dos bairros têm movimento constante.

Com a pandemia, tais fatores passaram a ser ainda mais importantes. Vários estudos demonstraram que hábitos adquiridos nos últimos dois anos (como comprar perto de casa e dar preferência a fornecedores locais) vieram para ficar. Além disso, o crescimento do e-commerce permite não apenas que o cliente esteja perto da loja – mas também que a loja chegue rapidamente até o cliente.

O varejo de vizinhança na “cidade de 15 minutos”

O relatório 2022 Forecast, da CallisonRTKL, mostra que as tendências de consumo favorecem o varejo de vizinhança e que tecnologias que facilitam a tomada de decisão pelos clientes estão preparando o futuro das “cidades de 15 minutos”.

Nesse movimento, os shopping centers e as lojas standalone estão se reposicionando para aproveitar a tendência: de um lado, os malls passam a ser locais de uso misto, com escritórios, moradias e espaços de compra; de outro, as grandes lojas distantes de casa perdem espaço para comércios nas proximidades.

Como afirma o estudo Retail Supernova, da WD Partners: “o varejo precisa estar onde as pessoas passam a maior parte de suas vidas”. O estudo, feito com 2.700 consumidores americanos, mostrou que a preferência é por comprar em até 3km de casa.

Por mais que a volta a uma vida mais próxima ao normal venha acontecendo, o desejo por praticidade continuará existindo em diversas formas. Assim, talvez a “proximidade” da loja seja com o escritório, não com a residência, mas a ideia permanece: nada de grandes deslocamentos.

Como o varejo de vizinhança deve se preparar

A oportunidade chegou: é hora de aproveitar. Para isso, o varejo de proximidade precisa estar atento a alguns pontos:

1) Assegure a disponibilidade dos produtos

A proximidade é uma grande vantagem do varejo de vizinhança, porém só é válida se o cliente encontrar tudo o que precisa. A ideia de andar apenas alguns minutos para comprar os itens de supermercado atrai os clientes, e cabe ao varejo ter os produtos certos, no momento certo, evitando rupturas ou excessos.

Para isso, o varejo de proximidade precisa ter excelência na gestão dos estoques. É fundamental conhecer os clientes, saber o que eles desejam, ter uma logística muito afinada para evitar a falta de produtos e contar com fornecedores estratégicos, que atuem como parceiros do seu negócio.

2) Transforme a loja no “terceiro lugar”

O conceito de “terceiro lugar” ficou famoso com a rede de cafeterias Starbucks, que inicialmente posicionou suas lojas como lugares de interação, relacionamento e relaxamento. A ideia é que as pessoas tivessem a casa, o trabalho e então, uma loja da rede como um lugar para estar com frequência.

O varejo de vizinhança pode assumir esse papel de terceiro lugar. Para isso, precisa entender o comportamento dos consumidores para identificar oportunidades. Será que faria sentido ter uma cafeteria na loja? Ou um espaço para eventos? Uma área para cursos relacionados aos produtos ali vendidos?

3) Entregue soluções

Um estudo realizado pela Euromonitor mostra que a fidelidade do cliente está muito ligada a aspectos intangíveis do negócio. Quarenta por cento dos entrevistados afirmam que são mais fieis a lojas que oferecem ajuda para solucionar problemas e que também são atraídos por ofertas especiais e por processos de compra mais convenientes.

No fundo, todos esses itens têm um ponto em comum: simplificar a vida do consumidor. No dia a dia de sua operação, encontre maneiras de resolver problemas e facilitar o dia a dia do seu cliente, ampliando as vendas no varejo de vizinhança.

4) Invista em tecnologia

Para ter disponibilidade total dos produtos, oferecer serviços relevantes para os clientes e entregar soluções, o varejo de proximidade precisa investir em tecnologia para conhecer o comportamento dos consumidores e criar uma jornada de compras para atrair, conquistar e reter o público. Dessa forma, desenvolver um bom relacionamento com seus clientes é essencial para melhorar os resultados do seu negócio.

Soluções tecnológicas que automatizem o relacionamento com o cliente, facilitem a integração omnichannel e melhorem a gestão das operações do varejo de vizinhança são essenciais para personalizar as ofertas e o mix de produtos, melhorando os resultados das empresas. Hoje em dia, tecnologia não é mais um diferencial – é um recurso básico para vender mais e melhor por mais tempo.

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