NRF 2022: 5 tendências para você colocar no radar
Varejo

NRF 2022: 5 tendências para você colocar no radar

Em edição presencial, NRF 2022 mostrou o que mudou no varejo global e quais as tendências que vão transformar o setor daqui em diante

Depois de dois anos, a NRF Big Show, o maior evento de varejo do mundo, voltou a acontecer presencialmente. No renovado e ampliado Jacob K. Javits Convention, as palestras se dividiram entre analisar o que mudou no varejo desde 2020 e o que ainda virá por aí.

E já está muito claro que o período pré-pandemia poderia ser chamado de pré-História: não volta nunca mais. O consumidor mudou seu comportamento, passou a ter novas demandas e a exigir novas posturas das empresas. O varejo nunca mais será o mesmo.

NRF 2022

O novo varejo pós-pandemia conta com 5 características importantes para prosperar:

1) Eficiência foi um dos grandes temas da NRF 2022

O mundo teve que superar inúmeros problemas na cadeia de suprimentos, com desabastecimentos generalizados, inesperados e, muitas vezes, de duração indeterminada. Para quem olha os números do varejo americano, porém, não houve crise: as vendas, segundo o Mastercard SpendingPulse, cresceram 8,5% na temporada de fim de ano. O varejo se tornou mais eficiente e conseguiu comprar os produtos certos, que o consumidor desejava.

Para isso, a receita é simples: tecnologia e análise de dados. O case da rede turca de supermercados Migros exemplifica bem esse ganho de eficiência. A Turquia foi fortemente impactada pela falta de produtos nas lojas, e mesmo assim a rede, com mais de 2500 PDVs, diminuiu em 30% o volume de perdas na área de perecíveis, com aumento de 9% nas vendas. A empresa integrou suas operações físicas e digitais para enxergar tudo como uma coisa só, ganhou eficiência nas compras e na capacidade de planejamento da demanda.

O exemplo da Migros deverá acontecer em todo o mundo. Segundo dados da McKinsey apresentados na NRF 2022, 54% das atuais atividades e 61% das horas de trabalho das equipes do varejo poderiam ser automatizadas. O varejo será cada vez mais tecnológico.

2) Esteja atento a seus clientes

É preciso acompanhar muito de perto o comportamento dos consumidores para ser capaz de antecipar demandas, personalizar o relacionamento e entregar melhores experiências. Como disse Sajal Kohli, senior partner da McKinsey, em seu discurso na NRF 2022: “os dados são a nova moeda da competição”.

Para o consultor Mitch Joel, o uso intensivo de dados elimina as fronteiras entre o físico e o digital. Com isso, o varejo se transforma. “As lojas físicas precisam transacionar com tanta eficiência quanto o digital, e o digital precisa oferecer experiências tão incríveis quanto as das lojas físicas”. O varejo será cada vez mais integrado.

3) Mas também olhe para o futuro

Uma nova geração de consumidores está chegando – e ela vai transformar mais uma vez tudo o que conhecemos. Kate Ancketill, da GDR Creative Intelligence, durante sua apresentação na NRF 2022, deu um choque de realidade na plateia ao dizer que as Gerações Z e Alpha (aproximadamente as pessoas com menos de 20 anos de idade) não estão interessadas em omnichannel. O mundo delas é o das redes sociais.

Essa população representará 50% dos consumidores em 2030 e, então, terão um poder de compra maior que o dos Millennials e dos boomers somados. A Geração Z é app first, gasta o equivalente ao PIB da Islândia no TikTok e considera Realidade Aumentada e Virtual como coisas naturais.

O caminho, então, é parar de pensar em “online e offline” e começar a pensar em um mundo não-linear. Nele, as necessidades de consumo serão atendidas em espaços físicos, no digital e no virtual – tudo ao mesmo tempo. Se para o consumidor não existe diferença, para o varejo também não poderá existir. O varejo será reinventado.

4) NRF 2022 discutiu sobre qual Metaverso teremos no futuro

O Metaverso vem aí, não se engane. A questão é que tipo de Metaverso veremos no futuro. Na NRF 2022, os debates foram muito além de avatares ou da compra de terrenos em espaços virtuais. A Ralph Lauren, clássica marca de vestuário, foi uma das primeiras a mergulhar no Metaverso, por razões muito pragmáticas. “Precisamos entender como isso funciona, pois nossos clientes do futuro estão ali hoje”, disse Patrice Louvet, presidente e CEO da empresa.

Como o exemplo vem de cima, o próprio CEO criou seu avatar no Snapchat. Precisou de 30 segundos para entender o potencial, já que o avatar veio nu. Louvet acabou comprando uma camiseta de rugby para seu personagem.

A Ralph Lauren criou experiências como uma cafeteria na Zepeto (um dos diversos Metaversos já disponíveis) onde as pessoas podem se reunir para conversar. Faz sentido, já que a marca possui uma cafeteria móvel em Nova York (estava instalada no Rockefeller Center durante a NRF Big Show). E, em um exemplo pioneiro de integração, sua loja flagship na Madison Avenue vende roupas digitais para os avatares de seus clientes.

Essa integração só faz sentido para a Ralph Lauren porque ela está focada em seus clientes – e está disposta a acompanhá-los por toda parte. Esse é um exemplo de que o varejo será mais complexo.

5) A loja ali na esquina

Durante a pandemia, os consumidores diminuíram as longas viagens para grandes lojas e passaram a concentrar uma parte cada vez maior do consumo em lojas de proximidade. A conveniência e a valorização daquilo que é próprio de cada comunidade geraram um novo mindset e estimulam novos formatos de varejo.

Banner CTA_6 dicas de marketing para o varejo de proximidade

 

Lojas autônomas, lojas de vizinhança, carrinhos que levam a loja inteira até o cliente, instant delivery por meio de startups especializadas, retirada de pedidos no PDV: tudo isso e muito mais precisa fazer parte do mix da loja. Mesmo que seja do mercado do bairro. O varejo será muito mais próximo do consumidor.

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