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Gestão de pessoas no varejo: seis pontos-chaves para obter bons resultados com o seu time

Gestão de pessoas no varejo: seis pontos-chaves para obter bons resultados com o seu time

Observamos com frequência empresas negligenciarem o valor do material humano nas operações varejistas, atitude que pode ser, muitas vezes, fatal para os negócios.

 

O varejo, por conta de seu dinamismo e pouca previsibilidade, constantemente demanda intervenção de pessoas, que precisam ser bem escolhidas, motivadas e capacitadas, uma vez que constituem uma importante interface com consumidores e podem funcionar como fator de confirmação do posicionamento de marca e elemento de experiência de compra.

 

O turn over (rotatividade de funcionários) representa um custo significativo para o varejista, principalmente se considerarmos que este custo é composto de gastos diretos (como treinamento e rescisões) e indiretos (como perda de cultura e relacionamento com clientes).

 

Pensando nisso, selecionamos a seguir seis pontos críticos na gestão de pessoas, que devem ser acompanhados com bastante atenção:

 

Remuneração – o objetivo da remuneração é alinhar a atitude do funcionário com a estratégia da empresa, recompensando-o por uma força de trabalho bem executada. Porém alguns varejistas falham ao elaborar processos extremamente complexos, no qual os funcionários não conseguem entender o que, de fato, precisam fazer para ganhar uma promoção. Além disso, as estratégias muitas vezes estão desalinhadas com os processos, desmotivando-os e, consequentemente, impactando na performance.

 

Feedback – as pessoas precisam saber como estão performando e a avaliação clara, sistemática e constante dos colaboradores deve acontecer em qualquer tipo de empresa, principalmente no segmento varejista. Vale lembrar que o avaliador tem a mesma obrigação de elogiar bons comportamentos quanto o de apontar atitudes inadequadas, que não estão alinhadas a cultura organizacional da empresa. Um funcionário que fica surpreso ao ser demitido é sinal de que a empresa não está comunicando de forma clara sobre a sua evolução ou, muitas vezes, nem está aplicando o feedback.

 

Gerenciamento de expectativas – as dificuldades relacionadas ao recrutamento motivam varejistas a minimizar certos aspectos negativos de sua empresa, com o objetivo de não desanimar potenciais talentos que estão chegando. Essa estratégia gera, muitas vezes, enorme frustração quando o recém contratado começa a ter contato com “aquela vida corporativa como ela é”, gerando uma permanência motivada pela insatisfação ou até mesmo o desligamento precoce do funcionário.

 

Recrutamento – o varejo é visto por muitas pessoas como uma atividade temporária e suas jornadas de trabalho – que muitas vezes contemplam finais de semana e feriados – fazem com que as contratações de talentos por essas empresas sejam bastante complexas. E geralmente quanto menos opções para escolher, pior é a seleção ao recrutar. Neste caso, o varejista precisa ser criativo e determinado, buscando candidatos nas mais diversas fontes, como associações de lojistas, redes sociais, administração de shoppings centers e também em meios alternativos, como por exemplo, faculdades, nos cursos de moda, para empresas de varejo que atuam neste segmento.

 

Seleção – muitos dos problemas que ocorrem com funcionários, acontecem porque escolhemos mal quem preencherá nosso quadro de colaboradores. O selecionador não deve diminuir seu nível de exigência porque está com uma vaga a preencher por muito tempo ou porque tinha poucas opções para análise. A seleção deverá levar em conta os conhecimentos, habilidades e atitudes que o cargo exige e, no momento da entrevista, vale solicitar ao candidato que conte com detalhes suas experiências anteriores, a fim de que o recrutador possa identificar as competências necessárias para preencher a vaga. Muitas pessoas podem dizer que a atenção com o consumidor é importante, mas nem todas vão se lembrar no detalhe de um atendimento em que fez a diferença na decisão de compra do cliente.

 

Capacitação – treinar, treinar e treinar. Essa é a obrigação do varejista. Uma cultura de capacitação pode trazer grandes resultados, através de melhor experiência de compra, maior nível de conhecimento de produto e processos e maior satisfação dos consumidores. Estabeleça em sua rede uma agenda de treinamentos para desenvolver e motivar a sua equipe. Crie multiplicadores internos e faça dos gestores grandes guardiões dos conceitos treinados.

 

Pense nisso e boas vendas!

Daniel Zanco

 

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