Demissão silenciosa: 5 dicas para prevenir esse movimento
Recursos humanos

Demissão silenciosa: 5 dicas para prevenir esse movimento

Os colaboradores das empresas estão cada vez mais focados em suas vidas pessoais e, com isso, a demissão silenciosa se tornou uma realidade na cultura organizacional.

Uma nova ‘modalidade laboral’ tem se espalhado pela nossa sociedade contemporânea: a demissão silenciosa. Mas, ao contrário do que possa parecer, não se trata de um desligamento qualquer. O conceito consiste no desengajamento com o trabalho, no qual  o colaborador faz o mínimo apenas para não ser demitido. Esse tipo de comportamento faz com que as empresas inibam inovações e deixem de lado as interações interpessoais. 

Diante desse cenário, uma alternativa é trabalhar a Comunicação Não Violenta, também conhecida como CNV. Essa estratégia compreende as habilidades de comunicação como ferramentas que fortalecem as conexões humanas através da empatia e compaixão. A CNV ajuda as empresas a mediar conflitos, abrir espaço para o diálogo e, o mais importante, melhorar o clima organizacional. 

O retorno presencial dos funcionários no pós-pandemia favoreceu essa percepção de alguns profissionais, que acreditam que o excesso de trabalho é prejudicial à saúde mental. Assim, é importante a liderança ficar atenta a alguns sinais dessa nova tendência. 

Como identificar a demissão silenciosa?

Como o nome mesmo diz, a demissão é silenciosa não apenas para as empresas, mas para as pessoas também. Esse termo engloba um conjunto de problemas relacionados à cultura, gestão e desengajamento. Por isso, é importante prestar atenção em alguns indícios dos colaboradores. 

Menor engajamento com as atividades – o funcionário passa a fazer apenas aquilo que foi contratado, nunca vai além do esperado. Realiza um trabalho de qualidade, sem horas extras, porém, não prioriza o reconhecimento pelos chefes diante de interesses pessoais.

Falta de proatividade – com o tempo, a pessoa deixa de ser participativa em alguns projetos da empresa e age de maneira mais reativa – aguardando as demandas chegarem, em vez de propô-las também. Um detalhe é a falta de comunicação:  o funcionário começa a falar cada vez menos, se restringindo apenas àquilo que é necessário. 

Interações reduzidas com a equipe – quando um funcionário não gosta de estar próximo do time ou não se encaixa em nenhuma  ‘turma’ do trabalho, esse sinal pode ser considerado um indício de demissão silenciosa. O colaborador, nesse caso, prefere fazer tudo sozinho e separado do restante do time.

Vida pessoal em primeiro lugar – a prioridade desse profissional é o equilíbrio entre trabalho e família, mas não deseja ocupar a maior parte do seu dia trabalhando. 

Questionamentos constantes: o que eu estou fazendo aqui? – nesse caso o colaborador busca entender onde pretende chegar nos próximos anos. Começa a questionar a quantidade de reuniões, principalmente aquelas que poderiam ser apenas um e-mail. 

demissão silenciosa

Demissão silenciosa no mercado de trabalho

A frustração e esgotamento têm se tornado uma consequência inevitável para muitos colaboradores. Atualmente, as pessoas priorizam trabalhar em empresas mais flexíveis, para poder conseguir viver com mais qualidade e equilíbrio. 

Um levantamento realizado pelo Linkedin, em maio de 2022, mostrou que 78% dos profissionais desejam políticas flexíveis e os principais motivos por trás disso são  equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal (49%), maior produtividade (43%) e melhora na saúde mental (40%).

Além disso, o artigo ‘Futuro do trabalho: 18 tendências que irão mudar nossa realidade’, publicado em março de 2022 pela Forbes e com base em um estudo feito pela Microsoft,  abordou como as prioridades dos colaboradores mudaram nesses últimos dois anos, cerca de 53% dos respondentes afirmaram estar mais propensos a priorizar a saúde e o bem-estar em vez do trabalho, e 47%  tendem a priorizar a família e a vida pessoal diante  do trabalho.

Outros pontos também foram citados como tendência para o futuro do mercado de trabalho:  cultura positiva (46%); senso de propósito e significado (40%); e horários de trabalho flexíveis (38%). 

5 dicas para evitar a demissão silenciosa

Diante desse contexto em que, cada vez mais, colaboradores se desengajam facilmente e demonstram indícios de demissão silenciosa, confira algumas dicas de como evitar esse cenário:

1 – One-on-one

É um tipo de reunião entre o líder e o colaborador, para que se discuta as melhorias da gestão e a produtividade  por meio de feedbacks, mentorias e outras alternativas de alinhamento de expectativas. Esse encontro costuma ser planejado, com certa periodicidade e  temas pré-definidos. 

2 – Plano de carreira

Trata-se de  um conjunto de metas bem definidas, como se fosse um guia de crescimento profissional. Nos últimos anos, as empresas transformaram esse plano em projetos individuais, no qual cada colaborador traça seus próprios objetivos. O plano de carreira pode ter propósitos diferentes, como promoção de cargo, aumento de salário, aumento de responsabilidade, transferência de empresa e outros. Independentemente do que se almeja, para conseguir seguir as diretrizes do plano de carreira é preciso muita dedicação e planejamento.

3 – Expectativas alinhadas 

Um bom gestor não pode permitir que seus funcionários se demitam silenciosamente sem entender o que está acontecendo ou o que motivou a decisão. Por isso, é preciso ficar alinhado às expectativas entre líder e liderado.  Se queremos que os funcionários façam mais, precisamos deixar claro quais são as metas que precisam ser remuneradas e concluídas. 

4- Trabalho em equipe

Com o retorno, aos poucos, do trabalho presencial e/ou híbrido, as pessoas estão começando a sentir  mais cansaço e frustração por conta do final da pandemia. Atualmente, os colaboradores estão reavaliando suas prioridades e exigindo mais oportunidade de aprendizado e crescimento, que são atributos que geram mais satisfação no trabalho.  De acordo com o National Business Research Institute, essa satisfação aumenta quase 50% quando há um relacionamento próximo aos seus líderes. Já dizia o ditado “sozinhos vamos mais rápido, mas juntos vamos mais longe”.  A integração e o trabalho em equipe são atributos essenciais quando se trata de evitar demissão silenciosa. 

5- Comunicação não violenta

A Comunicação Não Violenta (CNV) tem várias finalidades, como promoção de empatia, construções de ambientes acolhedores, mediações e resolução pacífica de conflitos, redução de agressões e tudo que promova a compaixão nas interações. A CNV vem sendo usada com mais constância nas organizações, pois através dela é possível melhorar o relacionamento dentro das empresas e aumentar também a produtividade. 

Mas, para identificar a demissão silenciosa e começar a colocar em prática essas dicas é imprescindível contar com ajuda da tecnologia. A gestão de recursos humanos de uma empresa de varejo demanda muitas ações e, para ter controle de tudo, nada como um sistema de gestão de RH. 

O Humanus é a solução ideal para o gestor que precisa engajar e desenvolver seus funcionários. Além de organizar as atividades, o software é completo e permite o controle dos processos e informações de forma segura e confiável. 

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