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22/02/2017

10 tendências para o varejo global em 2017, segundo a Bain & Company

tendencia varejo

fonte: www.portalnovarejo.com.br 


A era Digital traz diversas oportunidades e desafios para as empresas – e no varejo não é diferente. Pelo contrário, o contato direto com o cliente obriga o setor a se reinventar e inovar constantemente ou o engajamento do público acaba escoando de forma muito rápida.

A partir desse cenário, a Bain & Company seleciona 10 tendências para o varejo internacional, que devem transformar e movimentar o mercado. Confira:

1- Inteligência artificial

Mesmo que pareça distante, estamos cada vez mais próximos do momento em que programas de computador e máquinas com capacidade de aprendizagem, de resolução dos problemas e até de tomada de decisões estarão no dia a dia das empresas.

“Não se trata de ficção científica, mas de uma análise dos dados em massa, que são reconhecidos pelas máquinas e se transformam em padrões que auxiliam os varejistas a aperfeiçoar as experiências dos consumidores e suas operações”, explica Luciana Batista, sócia da Bain & Company.

2- Automatização das lojas

A automatização das tarefas e de serviços básicos não é exatamente algo novo, mas a queda nos valores das tecnologias-chave tornou a implementação desses recursos economicamente viável. Segundo a consultoria, houve uma mudança no pensamento das varejistas que, em vez de se perguntarem se a tecnologia funciona, estão preocupados com quais aspectos do negócio podem ser automatizados.

A partir de sensores e câmeras, por exemplo, as empresas podem oferecer uma seleção mais ampla de produtos em um espaço menor, com disponibilidade diferenciada e esteticamente agradável para o cliente. Assim, os colaboradores podem reunir esforços no bom atendimento especificamente.

3- Cibersegurança

A cibersegurança utiliza softwares e serviços para proteger os sistemas dos computadores das empresas e também os dados dos consumidores. “No entanto, quanto mais as pessoas migram para tecnologias digitais, maior a proporção de riscos de ciberataques, que estão cada vez mais comuns e sofisticados. Com isso, a confiança do consumidor, que é um dos ativos de maior valor dos varejistas, pode ficar ameaçada”, destaca Luciana.

Embora as violações de dados das empresas do setor representem apenas 6%, por se tratar de informações pessoais dos clientes, essas “falhas” ganham destaque na imprensa.

4- Redes sociais

Não é mais possível subestimar o poder desse canal – notícias correm entre comentários e até boicotes são combinados por meio das redes. Assim, é imprescindível que as empresas cuidem de sua estratégia de comunicação, priorizando a transparência e o bom atendimento ao público. Fora isso, é preciso se precaver caso uma situação negativa apareça para que seja resolvida da melhor forma possível. Quando algum evento crítico acontecer, é importante que haja redução no tempo de resposta para os consumidores e as equipes reajam de forma mais eficaz.

5- Saúde e bem-estar

Muitos consumidores afirmam que se preocupam com a saúde e o bem-estar e estão dispostos a pagar mais por isso. Prova disso é que em uma década (2006-2016) as vendas anuais de orgânicos cresceram 10 vezes mais que a de produtos regulares, mesmo com valores 50% mais altos.

“A tendência saudável e de bem-estar continuará existindo nos próximos anos, e será essencial responder a esses anseios dos clientes”, aponta a executiva.

6- Millennials

São aqueles consumidores que nasceram na era digital e cresceram usando a internet e as tecnologias mobile. Comparados aos baby boomers, millenials são duas vezes mais propensos a comprar online e têm aproximadamente oito vezes mais chances de adquirir os produtos por aplicativos. Além disso, quando se trata de serviços ao consumidor, aproximadamente 25% desses consumidores esperam receber uma resposta via mídias sociais no prazo de 10 minutos, e 30% deles têm a mesma expectativa de velocidade quando enviam um questionamento para a empresa.

7- Dividir, alugar e emprestar

A economia compartilhada está criando opções flexíveis e mais baratas sem a necessidade de compra. Mas esses modelos de negócio não estão apenas beneficiando consumidores, os varejistas também estão utilizando esses serviços de economia compartilhada na tentativa de entender a mudança nas expectativas do consumidor. A consultoria lembra que, em vez de assinar contratos de longo prazo, mais e mais varejistas estão abrindo lojas temporárias no formato pop-up e até mesmo alguns shoppings estão reservando espaço para esse modelo.

8- Inovação

Os varejistas estão competindo com concorrentes mais novos que contam com a vantagem de ter barreiras menores para dividir seus segmentos de alto valor. Ao utilizar o marketing digital e serviços compartilhados, essas empresas vendem online diretamente aos consumidores e com foco em margens altas. Para se estabilizar no mercado, as empresas de varejo precisam combinar o pensamento das startups com escala.


9- Parcerias

O varejo pode adotar e adaptar ideias de uma variedade grande de experts mundiais para melhorar a velocidade, aumentar a efetividade e baixar o custo da inovação. As parcerias permitem que haja capitalização das leis de vantagem competitiva, redirecionando seus recursos de inovação para as competências centrais. Esse trabalho pode ser feito tanto com empresas de tecnologia quanto com influenciadores-chave, e oferecem a vantagem de um risco relativamente baixo, além de constituir uma forma mais acessível de apostar em inovações que seriam muito mais caras (ou impossíveis) de desenvolver dentro da empresa.

10- Realidade aumentada: lentes digitais para o mundo real

A realidade aumentada é uma visão viva do mundo físico – através de uma câmera de smartphone, por exemplo – que sofre a influência de elementos digitais, como gráficos gerados por computador ou vídeos. Os varejistas estão usando cada vez mais esse recurso para aprimorar experiências de compra dos consumidores e suas próprias operações.

“Ao permitir que os clientes testem virtualmente produtos antes de comprar, é possível reduzir custos associados a devoluções (especialmente para itens caros ou com retorno frequente) e até mesmo aumentar a conversão de clientes”, ressalta Luciana. Operacionalmente, os varejistas podem olhar para a realidade aumentada como uma maneira de melhorar o design de lojas – o que deve ajudar na tomada de decisões de infraestrutura, além de diminuir as despesas de construção, melhorar o merchandising visual, entre outros benefícios.


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